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High concept

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A ideia de história que se resume em uma frase e ainda parece grande. Por que esse critério importa além do cinema.

High concept

Uma ideia de história que pode ser resumida em uma frase e ainda assim parecer grande, original e imediatamente visualizável. O teste rápido: se você precisa de mais de trinta segundos para explicar do que se trata, não é um high concept.

Origem do termo. Surgiu na indústria cinematográfica americana nos anos 1970 e 1980, quando produtores e estúdios começaram a comprar roteiros pelo resumo antes de lê-los. Um high concept é o contrário do filme de autor introspectivo: ele comunica o que é a história em poucos segundos, para qualquer pessoa, sem precisar de contexto.

Exemplos do formato. “Advogado descobre que só consegue dizer a verdade por vinte e quatro horas.” (O Mentiroso, 1997, Jim Carrey) “Tubarão ataca cidade praiana no pico do verão.” “Brinquedos têm vida enquanto o dono não olha.” Em todos os casos, o conflito central já está implícito na premissa. Você sabe o que vai travar a história antes de ver o primeiro fotograma.

O que o high concept não é. Não é slogan e não é tagline. O slogan vende a marca; o tagline resume o tom. O high concept é a premissa narrativa que justifica a atenção antes de qualquer detalhe: você consegue imaginar a história inteira a partir de uma frase.

Por que importa para quem não faz cinema. No storytelling de marca e no conteúdo, o high concept é a pergunta que o produto responde ou o problema que ele resolve em uma linha. A oferta que não tem high concept depende de contexto para ser entendida. E contexto, em um feed de atenção disputada, é o que você raramente tem.