Transmídia
Quando diferentes partes de uma história são distribuídas em diferentes meios, e cada plataforma contribui com algo que as outras não têm.
Transmídia
Uma estratégia narrativa em que diferentes partes de uma história são distribuídas em diferentes meios, e cada plataforma contribui com algo que as outras não têm. Não é a mesma história recontada em outro suporte, e não é o mesmo conteúdo distribuído em mais de um canal.
Origem e definição formal. O pesquisador Henry Jenkins sistematizou o conceito no livro Cultura da Convergência, publicado em 2006. [LASTRO: verificar título original em inglês e ano] Jenkins distinguiu transmídia de adaptação, em que a mesma história muda de suporte, e de crossmedia, em que o mesmo conteúdo aparece em mais de uma plataforma sem acrescentar informação nova.
O exemplo mais citado. Star Wars é o caso de referência: os filmes estabelecem o universo, mas as séries, os quadrinhos, os livros e os jogos expandem partes desse universo que os filmes não alcançam. Cada plataforma serve a um público diferente e contribui com informação que muda como a outra é lida. O fã que acompanha todas as plataformas entende coisas que o espectador dos filmes não entende.
O que não é transmídia. Publicar o mesmo artigo em formato de carrossel no Instagram, em post no LinkedIn e como trecho de podcast não é transmídia. É distribuição do mesmo conteúdo em múltiplos canais. O critério que separa os dois é a contribuição original: em transmídia, retirar uma plataforma empobrece o universo. Em distribuição, retirar uma plataforma muda o alcance, não o que é contado.
Quando faz sentido para marcas e criadores. Transmídia exige universo com profundidade suficiente para que plataformas diferentes cubram territórios genuinamente distintos. É a ferramenta certa para quem tem mais a contar do que cabe em um único formato, não para quem quer multiplicar presença digital com o mesmo conteúdo.