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Projeto de storytelling

Adalberto Brasileiro da Fortuna: a convenção de franchising que virou a história de um homem

Adalberto Brasileiro da Fortuna é o protagonista que a Storytellers criou para a palestra da convenção de trinta anos da ABF, a Associação Brasileira de Franchising, em 2017. Um empreendedor de franquias atrás do amor verdadeiro, ele carregou a história inteira da associação num arco com conflito e plateia. É a fronteira por dentro: uma palestra vira projeto de storytelling quando cria um Story que não existia.

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Adalberto Brasileiro da Fortuna: a convenção de franchising que virou a história de um homem

Diante de uma plateia de ternos, o palestrante subiu ao palco descalço. Trinta anos de uma associação de franchising couberam num personagem criado para o momento: Adalberto Brasileiro da Fortuna.

Adalberto Brasileiro da Fortuna é o protagonista que a Storytellers criou para a palestra da convenção de trinta anos da ABF, a Associação Brasileira de Franchising, em 2017. Um empreendedor de franquias atrás do amor verdadeiro, ele carregou a história inteira da associação num arco com conflito e plateia. É a fronteira por dentro: uma palestra vira projeto de storytelling quando cria um Story que não existia.

Story é o que se conta. Telling é como se conta.

O que foi a palestra da ABF

Em 2017, a Associação Brasileira de Franchising reuniu o setor na sua convenção e chamou a Storytellers para o palco. Na plateia, empresários e executivos do franchising. No briefing, um marco institucional e um tema de negócio, franquia, os dois ingredientes que costumam produzir um discurso corporativo educado, aplaudido e esquecido na saída.

A Storytellers tratou o palco como a cena de uma história. A associação recebeu um protagonista, um roteiro em três atos e uma produção de palco: seis trajes, projeções, três versões de roteiro até a que subiu. Houve método por trás, o mesmo que a Storytellers aplica para construir um personagem do zero. O que a plateia viu foi um homem com uma história.

Por que Fernando Palacios subiu ao palco descalço

A vulnerabilidade foi o primeiro gesto, e foi deliberada. De bermuda e regata, Fernando Palacios, fundador da Storytellers, disse estar “praticamente nu para contar uma história”, antes de apresentar qualquer conceito.

O caso deixa um princípio: quanto mais institucional o tema, maior a dose de vulnerabilidade pessoal necessária para a plateia baixar a guarda. Uma associação inteira, no topo da escala institucional, pedia a dose máxima.

Quem é Adalberto Brasileiro da Fortuna, o protagonista criado para o palco

Adalberto Brasileiro da Fortuna foi construído para o palco: um empreendedor de franquias movido por uma busca, a do amor verdadeiro. Pela vida dele, a história da associação ganhou desejo, conflito e destino. Um marco setorial passou a ter a forma de uma vida.

A frase que a plateia levou para casa traduziu o negócio em relação: “Sociedade é casamento sem sexo.” Uma sociedade entre franqueador e franqueado pede o compromisso e a entrega de um casamento, a intenção de durar a vida inteira, com a mesma intensidade, mesmo sem a paixão. Cinco palavras transformaram um contrato em vínculo, e o franchising na linguagem afetiva de quem estava na sala.

A palestra fechou numa provocação, a régua que Adalberto deixava com a plateia: “Não deixe que nada te segure.”

O que faz da palestra da ABF um projeto de storytelling

Um projeto de storytelling se reconhece por três perguntas: qual o conflito, diante de qual plateia, com qual consequência medida. A palestra da ABF responde às três. O conflito era o de Adalberto, um homem atrás de uma parceria que durasse. A plateia eram os empresários do franchising, reunidos pela associação. E a consequência aqui é da forma definicional, a que o critério admite ao lado da medida: o efeito que a estrutura do Story produz por construção. Um tema que chega como marco institucional e pauta de setor, uma vez que ganha protagonista, conflito e desejo, passa a ser recebido como história de gente.

É a fronteira vista por dentro. Uma palestra é um formato de apresentação, e costuma ser Telling: um jeito de expor um conteúdo que continua o mesmo. Esta criou um Story que não existia antes, com protagonista, conflito, plateia e consequência, e por isso foi um projeto de storytelling. A forma parecia a de sempre. O que mudou foi o que se contava.

Um só não, e seria Telling. Telling é legítimo, só tem outro nome e outro preço. As três perguntas que definem um projeto de storytelling estão reunidas na página que fixa o critério.

Entre os projetos que a Storytellers criou em vinte anos, este é o que mais parece um formato comum. Um advergame ou um universo de evento anunciam sua novidade pela própria forma. Uma palestra chega com a cara de algo que todo mundo já viu. Por isso a palestra da ABF é a prova mais fina do critério: o que faz o projeto é o Story que ele cria, e a forma pode ser qualquer uma, até a mais familiar.