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Projeto de storytelling

O que é um projeto de storytelling

Um projeto de storytelling é um trabalho que muda o Story de uma organização: qual conflito ela assume, diante de qual plateia, com qual consequência medida. Distingue-se do uso de técnicas narrativas para apresentar um projeto de gestão, onde o projeto permanece o mesmo.

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O que é um projeto de storytelling

Um projeto de storytelling é um trabalho que muda o Story de uma organização: qual conflito ela assume, diante de qual plateia, com qual consequência medida. Distingue-se do uso de técnicas narrativas para apresentar um projeto de gestão, onde o projeto permanece o mesmo.

São duas perguntas com o mesmo nome. Esta página fixa a primeira, e no fim aponta a segunda. Story é o que se conta. Telling é como se conta.

Como saber se um trabalho é um projeto de storytelling

Um trabalho é um projeto de storytelling quando responde sim a três perguntas.

  1. Qual é o conflito? Uma história é a sucessão de acontecimentos transformadores na vida de alguém que tem seu maior desejo ameaçado. O projeto começa por aí: o que a organização deseja, e o que ameaça esse desejo.
  2. Diante de qual plateia? A plateia entra nomeada, com quem assiste, o que sente e o que faz depois. Plateia genérica é o sinal de que ainda falta Story.
  3. Com qual consequência medida? O trabalho responde por uma consequência de negócio que se mede: uma reunião que acontece, uma venda que fecha, um comportamento que muda. A resposta admite uma segunda forma, a definicional: o efeito que a estrutura do Story produz por construção, afirmado sem número. Quem responde por essa forma declara na própria peça que a resposta é definicional.

Três sim, e o trabalho é um projeto de storytelling. Um só não, e o trabalho é Telling, storytelling aplicado à apresentação de um projeto que continua o mesmo. Telling é legítimo, só tem outro nome e outro preço.

Quais são exemplos de projeto de storytelling

A definição se prova por exibição. Ao longo de vinte anos, a Storytellers criou projetos de storytelling em formatos sem parentesco entre si. Quatro deles bastam como prova, e nenhum se parece com o outro: um advergame, um universo de evento, uma palestra e um díptico teatral. A forma de cada um é única, e cada um criou um Story que não existia antes. O Story é o único denominador.

O advergame que transformou um refrigerante num mistério jogável. Em 2007, mais de três milhões de pessoas jogaram “O Mistério das Cidades Perdidas”, o advergame do Mini Schin, um mistério de 84 combinações possíveis. No ano seguinte, chegou a finalista do Cannes Lions. Foi o primeiro projeto de storytelling da América Latina.

A saga de evento que transformou um congresso de tecnologia num universo narrativo. Entre 2015 e 2019, o IT Forum ganhou a Saga do Tempo, um mundo criado para o evento. A indústria reconheceu com Prêmios Caio, que o mercado chama de Oscar dos eventos brasileiros. A prova mais concreta é uma consequência medida: no IT Forum a reunião entre participantes é o produto do evento, e a falta a ela era tratada como natureza do público técnico. Depois do projeto, essa falta caiu de 2,8 para 0,6 compromisso perdido por convidado, medida em 2017 sobre a média histórica.

A palestra que carregou trinta anos de uma associação num único personagem. Em 2017, a convenção de trinta anos da Associação Brasileira de Franchising recebeu uma palestra construída como projeto de storytelling. Um protagonista criado para o palco, Adalberto Brasileiro da Fortuna, conduziu a história da associação num arco com conflito e plateia. A consequência aqui é da forma definicional, o efeito que a estrutura do Story produz por construção: o marco institucional passou a ser recebido como história de gente. É a fronteira por dentro: uma palestra vira projeto quando cria um Story.

O díptico teatral que trocou a forma e guardou o Story. Duas peças de teatro separadas por dezessete anos e por métodos de produção incomparáveis: “As Filhas do Dodô”, de 2008, e “Planeta Violeta”, de 2025, cujo roteiro saiu de um dia pro outro, literalmente. A forma mudou por completo, e o trabalho foi o mesmo nas duas: construir um Story que não existia antes. É a definição inteira num só par. Um projeto de storytelling se define pelo que se conta.

E se o projeto já existe?

Se a sua pergunta é como aplicar storytelling a um projeto de gestão que já existe, um status report, um pitch de aprovação, um portfólio, uma retrospectiva, isso é storytelling em projetos. O projeto continua o mesmo, e só a apresentação muda. Essa fronteira tem página própria, com o método de cada uso.

Quem contrata um projeto de storytelling

Se a sua pergunta é quem faz esse trabalho, a contratação tem endereço próprio. Escopo e entregável ficam nos projetos corporativos da Storytellers, o ponto de partida de qualquer conversa de contratação.

As peças desta constelação

  • Adalberto Brasileiro da Fortuna: a convenção de franchising que virou a história de um homem

    Adalberto Brasileiro da Fortuna é o protagonista que a Storytellers criou para a palestra da convenção de trinta anos da ABF, a Associação Brasileira de Franchising, em 2017. Um empreendedor de franquias atrás do amor verdadeiro, ele carregou a história inteira da associação num arco com conflito e plateia. É a fronteira por dentro: uma palestra vira projeto de storytelling quando cria um Story que não existia.

  • Como usar storytelling num projeto que já existe

    Storytelling em projetos é o uso de técnicas narrativas para apresentar um projeto de gestão que já existe: um status report, um pitch de aprovação, um portfólio, uma retrospectiva. O projeto permanece o mesmo, e só a apresentação muda. Distingue-se de um projeto de storytelling, que muda o próprio Story da organização, o que ela conta.

  • Dona Benta e Planeta Violeta: a forma muda, o Story fica

    As Filhas do Dodô, de 2008, e Planeta Violeta, de 2025, são duas peças de teatro da Storytellers separadas por dezessete anos e por métodos de produção opostos, e provam que num projeto de storytelling a forma pode mudar por completo enquanto o trabalho permanece o mesmo: criar um Story que não existia antes.

  • Mini Schin: o refrigerante que virou um mistério jogável por milhões

    O Mistério das Cidades Perdidas é o advergame do refrigerante Mini Schin, criado pela Storytellers em 2007: um mistério de 84 combinações, jogado por mais de três milhões de pessoas. Em seis meses, sobre mais de 1,4 milhão de acessos, 79% de quem começou a história chegou ao fim, números autodeclarados em 2008. No ano seguinte, foi finalista do Cannes Lions. Foi o primeiro projeto de storytelling da América Latina.

  • Saga do Tempo: o congresso de tecnologia que virou um universo narrativo

    A Saga do Tempo é o universo narrativo que a Storytellers criou para o IT Forum, o congresso de tecnologia da IT Mídia, e conduziu entre 2015 e 2019. Um evento onde a reunião entre participantes é o produto ganhou um mundo com ordem secreta, ligas e estética própria, e a falta a essas reuniões, tratada como natureza do público técnico, despencou.