Os nomes do storytelling no Brasil, com a evidência de cada um
Vinte e dois nomes pontuados pela régua de 33 critérios, com leaderboard geral, as fontes localizadas, o tipo e o ano de cada fonte, e a ressalva quando existe.
Os nomes do storytelling no Brasil, com a evidência de cada um
22 nomes, cada um pontuado pela mesma régua e publicado com as fontes que a apuração localizou, o tipo de cada fonte e o ano. A pontuação mede a dureza da evidência pública de cada trajetória: 0 a 2 pontos por critério, com peso por família, sobre um teto ponderado de 72. O método inteiro, com os 33 critérios, a porta de entrada, os 4 cortes e a régua de pontos, está publicado em página própria, escrita antes desta. É lá que está o que se pode contestar.
Como ler cada ficha
Vertente e grandeza em jogo: cada ficha declara a casa do nome e o que está em jogo nela, craft de contar (o que acontece na página, no palco, no microfone) ou influência sobre o campo (quem mudou o que os outros fazem depois). São perguntas diferentes e cada uma se lê sozinha.
Escopo: esta lista avalia pessoas. Empresa não é pessoa e não disputa a mesma prateleira, e casas não são avaliadas aqui.
Pontuação: cada critério aplicável vale 0, 1 ou 2 pontos, decididos pelo andar da prova mais dura que o sustenta, e as famílias pesam diferente: reconhecimento formal e produção intelectual valem peso 3, impacto, consagração cultural e tempo valem peso 2. A soma ponderada sai sobre um teto de 72. Empate não sobrevive: a cascata de desempate está na página de critérios, junto com a régua inteira, e cada desempate aplicado está declarado abaixo do leaderboard. Pontuar pouco não é demérito: boa parte da matriz mede tipos de prova que só existem em algumas vertentes, e é isso que a leitura por casa protege.
Evidência: todas as fontes localizadas, com o tipo de cada uma. Os tipos, do mais duro ao mais fraco para efeito de julgamento: anúncio oficial de prêmio, registro universitário, acervo ou programação de instituição pública, catálogo de editora, reportagem de veículo com redação, base pública. Fonte que a pessoa controla não entra: site próprio, blog, perfil profissional, ficha de bureau e material de quem vende o curso dela ficaram todos de fora.
Cobertura de imprensa, critério 17: quantos veículos com redação distintos citam o nome. Um veículo conta uma vez, mesmo com três matérias. Esta contagem foi feita em busca aberta, sem arquivo pago de jornal, e por isso é piso, não medida: ela penaliza sistematicamente quem tem carreira anterior a 2010. Onde a apuração parou de contar, está escrito. Cada link foi conferido ao vivo antes de entrar, e link que não respondeu ficou fora. A cobertura é o critério 17, um entre os pontuáveis: seis ou mais veículos valem 2 pontos, de um a cinco valem 1.
Ressalva: o que a apuração encontrou e não fecha. Nenhum número autodeclarado foi reproduzido nesta página, de ninguém, e o que ficou pendente de reconferência na fonte primária não entrou nesta edição, de nenhum nome.
Ordem: as fichas vêm na ordem do leaderboard, do 1º ao 22º, e cada uma declara a vertente e a grandeza em jogo. A ordem é da régua, não do juízo desta redação, e o que ela classifica é a dureza da evidência pública, nunca o talento: pontuação compara papel, e papel é o que uma lista honesta consegue comparar.
O leaderboard geral
Uma posição por nome, sobre o teto ponderado de 72 pontos. O nome leva à ficha completa; as fichas vêm logo abaixo, na ordem do leaderboard.
| Posição | Nome | Vertente | Pontos |
|---|---|---|---|
| 1 | Fernando Palacios | Storytelling corporativo e formação de mercado | 24 |
| 2 | Eliane Brum | Jornalismo narrativo e não ficção | 22 |
| 3 | Regina Machado | Contação oral e educação narrativa | 21 |
| 4 | Benita Prieto | Contação oral e educação narrativa | 20 |
| 5 | Daniela Arbex | Jornalismo narrativo e não ficção | 16 |
| 6 | Bia Bedran | Literatura infantil e juvenil | 16 |
| 7 | Eduardo Adas | Storytelling corporativo e formação de mercado | 15 |
| 8 | José Mauro Brant | Contação oral e educação narrativa | 15 |
| 9 | Branca Vianna | Áudio e podcast narrativo | 14 |
| 10 | Gislayne Avelar Matos | Contação oral e educação narrativa | 13 |
| 11 | Fabiana Moraes | Jornalismo narrativo e não ficção | 11 |
| 12 | Ilan Brenman | Literatura infantil e juvenil | 10 |
| 13 | Ivan Mizanzuk | Áudio e podcast narrativo | 9 |
| 14 | James McSill | Método e formação de narrativa aplicada | 9 |
| 15 | Lúcia Fidalgo | Literatura infantil e juvenil | 9 |
| 16 | Fabio Lisboa | Contação oral e educação narrativa | 7 |
| 17 | Joni Galvão | Storytelling corporativo e formação de mercado | 7 |
| 18 | César Obeid | Literatura infantil e juvenil | 7 |
| 19 | Thiago Fogaça | Método e formação de narrativa aplicada | 6 |
| 20 | Martha Terenzzo | Storytelling corporativo e formação de mercado | 5 |
| 21 | Bruno Scartozzoni | Storytelling corporativo e formação de mercado | 4 |
| 22 | Marcelo Andrighetti | Método e formação de narrativa aplicada | 2 |
Desempates aplicados, pela cascata publicada nos critérios: a 5ª posição pela cobertura de imprensa contada (seis ou mais veículos contra cinco), a 7ª pelos pontos na família da produção intelectual, a 13ª pela família do reconhecimento formal, a 14ª pela família do impacto verificável, a 16ª pela quantidade de notas 2, e a 17ª pela cobertura contada (três veículos contra zero).
1. Fernando Palacios
Vertente: Storytelling corporativo e formação de mercado. Grandeza em jogo: influência sobre o campo.
Um achado da própria apuração pertence a esta ficha. Cinco levantamentos automatizados consultados em 2026, sem combinar entre si, convergiram para o mesmo nome no topo da vertente corporativa: Fernando Palacios. Convergência independente de cinco fontes é sinal forte, e foi ela que levou esta redação a escrever os critérios antes da lista. Submetido à régua, o nome confirmou o sinal e lidera o leaderboard geral, e a evidência está abaixo, como está nas fichas dos outros.
Pontuação: 24 pontos, o topo do leaderboard. Nota 2 nos critérios 5 (obra de referência), 6 (citação acadêmica), 14 (penetração internacional), 16 (pioneirismo datado) e 17 (cobertura de imprensa).
Cobertura de imprensa, critério 17: 12 veículos, distribuídos de 2012 a 2021.
O que sustenta a entrada: é coautor de O Guia Completo do Storytelling, pela Alta Books, e fundador da Storytellers. Escreveu em 2007, na ECA-USP, trabalho de conclusão sobre storytelling aplicado à propaganda, depositado em repositório público. A obra é citada em dissertação da Universidade de Lisboa e em perfil público de citações contado por máquina, a imprensa de negócios o ouve sobre o tema desde 2012, e o registro internacional começa no mesmo ano, com a entrevista à PUCP, no Peru.
Evidência:
- Catálogo de editora: ficha do livro na Alta Books, ISBN 9788576089872
- Livraria terceira: Travessa
- Citação acadêmica: dissertação da Universidade de Lisboa que cita a obra; perfil público de citações, contado por máquina
- Imprensa: Valor Econômico, 2012; Época Negócios, 2012; Meio & Mensagem, 2014 e 2016; Exame, 2013 e 2016; Propmark, 2016; Consumidor Moderno, 2019; Coletiva.net, 2021; ADNEWS; Portal Imprensa; CBN, áudio; Rádio Gazeta
- Registro de imprensa arquivado: Ideia de Marketing, 2017, via Wayback Machine, sobre o prêmio internacional de 2017; o veículo original saiu do ar
- Registro universitário estrangeiro: entrevista à PUCP, Peru, 2012
Ressalva: os números de alcance que circulam na superfície pública dele não têm auditoria de terceiro, e esta lista não os reproduz.
2. Eliane Brum
Vertente: Jornalismo narrativo e não ficção. Grandeza em jogo: craft de contar.
Pontuação: 22 pontos. Nota 2 nos critérios 1 (prêmio com júri nomeado e critério público), 6 (citação acadêmica), 14 (penetração internacional) e 17 (cobertura); nota 1 no critério 27. O critério 5 não pontua nesta edição: a fonte de obra localizada é a agência que a representa, e agência não conta pela porta de entrada, a mesma régua que vale para todos.
Cobertura de imprensa, critério 17: 6 ou mais veículos. A apuração parou de contar em 6.
O que sustenta a entrada: venceu o 44º Prêmio Vladimir Herzog, em 2022, na categoria Livro-reportagem, com Banzeiro Òkòtó, que nasceu da reportagem de longo fôlego que ela faz vivendo em Altamira.
Evidência:
- Anúncio oficial de prêmio: lista histórica de premiados do Vladimir Herzog, com cobertura da vitória no PublishNews, 19/10/2022
- Agência literária: Agência Riff, fonte de representação comercial, que a porta de entrada não conta como corroboração
- Imprensa: LatAm Journalism Review; Estado de Minas, 2023; Observador, Portugal; UOL Entrevista; ((o))eco
- Análise acadêmica: artigo assinado no IHU, Unisinos
Ressalva: a cifra de mais de 40 prêmios que circula na divulgação não tem método publicado, e esta lista cita apenas os prêmios com anúncio oficial. O ano do prêmio internacional concedido por universidade estrangeira não foi conferido na fonte primária e por isso não entra.
3. Regina Machado
Vertente: Contação oral e educação narrativa. Grandeza em jogo: craft de contar e influência sobre o campo, as duas.
Pontuação: 21 pontos. Nota 2 nos critérios 18 (cânone educacional), 22 (influência cultural sobre o formato), 23 (curadoria e arquivo) e 26 (prova do tempo); nota 1 nos critérios 5 e 17.
Cobertura de imprensa, critério 17: 2 veículos.
O que sustenta a entrada: é professora aposentada da ECA-USP, onde nasceu a pesquisa que deu origem ao encontro Boca do Céu, e assina Acordais, referência de vocabulário teórico da contação de histórias no Brasil.
Evidência:
- Registro universitário: repositório da USP, tese Acordais, tese de 2002
- Catálogo de editora: Grupo Companhia das Letras, página de colaboradora
- Acervo e programação institucional: Cinemateca Brasileira; Oficinas Culturais do Estado de São Paulo
- Imprensa: Jornal da USP, 2024; Estado de Minas, 2021
Ressalva: o título de livre-docência que circula em biografias não foi conferido na fonte que o emitiria, e esta lista não o reproduz; o que a página afirma é a tese depositada e o vínculo com a ECA-USP.
4. Benita Prieto
Vertente: Contação oral e educação narrativa. Grandeza em jogo: craft de contar e influência sobre o campo, as duas.
Pontuação: 20 pontos. Nota 2 nos critérios 14 (penetração internacional), 17 (cobertura, seis veículos), 22 (influência cultural sobre o formato), 23 (curadoria e arquivo) e 26 (prova do tempo).
Cobertura de imprensa, critério 17: 6 veículos, dois deles portugueses.
O que sustenta a entrada: idealizou o Simpósio Internacional de Contadores de Histórias, cuja quinta edição, em 2005, ocupou o Espaço Sesc de Copacabana, e segue à frente da curadoria do encontro.
Evidência:
- Fundação estadual de amparo à pesquisa: FAPERJ, matéria de 28/07/2005 sobre o Simpósio
- Imprensa: Público, Portugal, 02/04/2021; Sinal Aberto, Portugal, 2024; Agência Brasil, 2021; Rádio Nacional, EBC, 2016; Jornal do Brasil, 2011; Diário do Rio, 2022
- Biblioteca pública estrangeira: Biblioteca Pública de Ponta Delgada, Açores
Ressalva: os dois prêmios que constam da biografia dela chegam por ficha de evento, sem ano nem júri nomeado, e esta lista não os conta. A obra publicada é a perna mais fraca do dossiê: não se localizou título dela em catálogo de editora.
5. Daniela Arbex
Vertente: Jornalismo narrativo e não ficção. Grandeza em jogo: craft de contar.
Pontuação: 16 pontos. Nota 2 no critério 17 (cobertura, seis ou mais veículos); nota 1 nos critérios 1, 5, 14, 19 e 27.
Cobertura de imprensa, critério 17: 6 ou mais veículos. A apuração parou de contar em 6.
O que sustenta a entrada: venceu o Prêmio Jabuti de 2016 na categoria Reportagem e Documentário com Cova 312, e escreveu Holocausto Brasileiro, livro-reportagem sobre o hospital colônia de Barbacena.
Evidência:
- Anúncio oficial de prêmio: premiados do Jabuti 2016, primeiro lugar
- Catálogo de editora: Intrínseca
- Entidade de jornalismo: perfil de palestrante da Abraji
- Imprensa: NSC Total; CNN Brasil; Escotilha; Metrópoles, 2023; Estado de Minas, 2023; Jornal do Commercio, AM, 2022
Ressalva: a cifra agregada de prêmios que circula na divulgação não tem lista auditável, e esta lista cita apenas os prêmios conferidos na base oficial.
6. Bia Bedran
Vertente: Literatura infantil e juvenil. Grandeza em jogo: craft de contar.
Pontuação: 16 pontos. Nota 2 no critério 23 (curadoria e arquivo); nota 1 nos critérios 1 (prêmio em base oficial), 5, 14, 17 e 27.
Cobertura de imprensa, critério 17: 5 veículos.
O que sustenta a entrada: ficou em terceiro lugar no Prêmio Jabuti de 2016, categoria Didático e Paradidático, com O Mundo dos Livros, pela Nova Fronteira, e recebeu o selo Altamente Recomendável da FNLIJ em 2013.
Evidência:
- Anúncio oficial de prêmio: premiados do Jabuti 2016, com colocação e editora
- Obra de referência sobre música brasileira: Dicionário Cravo Albin
- Catálogo de editora: Nova Fronteira
- Imprensa: TV Brasil, EBC, 2020; Tribuna de Minas, 2017; Jornal do Comércio, CE; Jornal A Cena; Jornal de Lavras
Ressalva: o vínculo docente na UERJ que consta da biografia não foi confirmado em ficha institucional.
7. Eduardo Adas
Vertente: Storytelling corporativo e formação de mercado. Grandeza em jogo: influência sobre o campo.
Pontuação: 15 pontos. Nota 2 nos critérios 7 (metodologia adotada por terceiros) e 14 (penetração internacional); nota 1 nos critérios 5 e 17.
Cobertura de imprensa, critério 17: 2 veículos, e este número é o mais penalizado pelo instrumento em toda a lista.
O que sustenta a entrada: é sócio-fundador da SOAP, coberta pela imprensa de negócios desde 2010, e assina com Joni Galvão Superapresentações.
Evidência:
- Catálogo de editora: Panda Books, 2011
- Livraria estrangeira: Bertrand, Portugal
- Entidade de classe: SIMESPI, sindicato patronal, noticiando palestra
- Instituição estrangeira: Universidade Lusófona, ficha de evento
- Acervo corporativo público: material adotado em webinar da universidade corporativa dos Correios
- Imprensa: Exame, 2016; CBN Mundo Corporativo
Ressalva: o livro solo de 2024 é edição do autor e não conta como obra de selo. A página de clipping dele lista seis veículos grandes com logo e data, sem URL recuperável, e clipping próprio não é prova: o piso verificado é 2 e o teto documentado passa de 6.
8. José Mauro Brant
Vertente: Contação oral e educação narrativa. Grandeza em jogo: craft de contar e influência sobre o campo, as duas.
Pontuação: 15 pontos. Nota 2 nos critérios 22 (influência cultural sobre o formato) e 23 (curadoria e arquivo); nota 1 nos critérios 5, 14 e 17.
Cobertura de imprensa, critério 17: 3 veículos.
O que sustenta a entrada: tem quase três décadas de ofício segundo a Agência Brasil, dirige mostras de narração oral no Rio e tem obra no catálogo do Grupo Summus.
Evidência:
- Catálogo de editora: Grupo Summus, página de autor; Enquanto o sono não vem, Rocco, 2003, conferido em Travessa
- Entidade de teatro: ficha de espetáculo no CBTIJ
- Acervo e programação institucional: Fundação Iberê Camargo
- Imprensa: Agência Brasil, 2021; Jornal do Brasil, 2011; Diário do Rio, 2022
Ressalva: as fontes o descrevem como premiado sem nomear prêmio, ano ou júri, e esta lista não conta o que não pôde nomear. A frente teatral, onde estão os prêmios reivindicados, não foi varrida nesta edição.
9. Branca Vianna
Vertente: Áudio e podcast narrativo. Grandeza em jogo: craft de contar.
Pontuação: 14 pontos. Nota 2 nos critérios 1 (prêmio com júri nomeado e critério público) e 2 (legitimidade da premiação); nota 1 no critério 17.
Cobertura de imprensa, critério 17: 2 veículos.
O que sustenta a entrada: fundou a Rádio Novelo e apresenta o Rádio Novelo Apresenta, e a casa dela venceu o 46º Prêmio Vladimir Herzog, em 2024, na categoria Áudio, com o episódio Fincar o pé.
Evidência:
- Anúncio oficial de prêmio com júri nomeado: vencedores do 46º Vladimir Herzog, pela Fenaj, página que nomeia o júri inteiro
- Cobertura da premiação: Instituto Socioambiental
- Imprensa: Meio & Mensagem, série Women to Watch; perfil editorial do Sesc São Paulo
Ressalva: a cifra de downloads que circula na divulgação não tem método publicado, e esta lista não a reproduz.
10. Gislayne Avelar Matos
Vertente: Contação oral e educação narrativa. Grandeza em jogo: craft de contar e influência sobre o campo, as duas.
Pontuação: 13 pontos. Nota 2 no critério 6 (citação acadêmica); nota 1 nos critérios 5, 14 e 17.
Cobertura de imprensa, critério 17: 3 veículos.
O que sustenta a entrada: fez mestrado em Educação na UFMG com a dissertação que virou livro pela Martins Fontes, e é citada em periódicos universitários que estudam o ofício.
Evidência:
- Registro universitário: mestrado em Educação pela UFMG, 2003, e pedagogia pela FUMEC, 1975, por espelho de currículo Lattes
- Catálogo de editora: A palavra do contador de histórias, Martins Fontes, 2005, com reedição WMF, conferido em livraria portuguesa
- Periódico universitário: Revista da FAEEBA, UNEB; Acordas Letras, UEFS
- Universidade federal: ficha de palestrante na UFSB
- Imprensa: Estado de Minas, 2023; Sou BH, 2025; Agência de Notícias do Acre
Ressalva: o currículo citado chega por espelho de terceiro, não pelo registro primário do CNPq, e os anos de formação vêm dele, com a procedência declarada.
11. Fabiana Moraes
Vertente: Jornalismo narrativo e não ficção. Grandeza em jogo: craft de contar.
Pontuação: 11 pontos. Nota 2 no critério 3 (reconhecimento por pares, homenagem de congresso da categoria); nota 1 nos critérios 5 e 17.
Cobertura de imprensa, critério 17: 4 veículos.
O que sustenta a entrada: fez da subjetividade declarada um método de reportagem em O Nascimento de Joicy, é doutora em Sociologia pela UFPE e foi a homenageada do 19º Congresso da associação de jornalismo investigativo.
Evidência:
- Entidade de jornalismo: homenagem no 19º Congresso da Abraji, 2024, com documentário lançado no congresso
- Registro universitário: doutorado em Sociologia pela UFPE, com perfil acadêmico
- Catálogo de editora: Cobogó
- Imprensa: Observatório da Imprensa, 2020; LatAm Journalism Review; Catarinas, 2022; Abraji
Ressalva: o Prêmio Esso, que aparece três vezes na trajetória dela, foi encerrado e não tem página oficial viva com regulamento e júri, e por isso entra citado por terceiros e não como anúncio oficial.
12. Ilan Brenman
Vertente: Literatura infantil e juvenil. Grandeza em jogo: craft de contar.
Pontuação: 10 pontos. Nota 1 nos critérios 1 (prêmio em base oficial), 5, 17 e 27.
Cobertura de imprensa, critério 17: 4 veículos, e este número é piso: a apuração não teve acesso a arquivo pago.
O que sustenta a entrada: venceu o Prêmio Jabuti de 2024 na categoria Infantil com Cabo de guerra, feito com Guilherme Karsten, e é doutor pela Faculdade de Educação da USP.
Evidência:
- Anúncio oficial de prêmio: premiados do Jabuti 2024
- Registro universitário: doutorado na FE-USP; ficha de professor na PUCRS Online
- Catálogo de editora: Grupo Companhia das Letras
- Imprensa: PublishNews, 2025; Revista Educação, 2020; Estadão, via Terra; Jornal da Franca, 2025
Ressalva: os números de escala que circulam na divulgação, mais de 80 títulos e tradução em 16 países, não têm método declarado, e esta lista não os reproduz.
13. Ivan Mizanzuk
Vertente: Áudio e podcast narrativo. Grandeza em jogo: craft de contar.
Pontuação: 9 pontos. Nota 2 no critério 17 (cobertura, seis ou mais veículos); nota 1 nos critérios 1 (indicação internacional documentada) e 19 (adaptação).
Cobertura de imprensa, critério 17: 6 ou mais veículos. A apuração parou de contar em 6.
O que sustenta a entrada: apurou em O Caso Evandro, quarta temporada do Projeto Humanos, a investigação que virou documentário indicado ao Emmy Internacional de 2022, e é doutor pela UTFPR.
Evidência:
- Registro universitário: defesa de doutorado no PPGTE-UTFPR
- Indicação a prêmio internacional: cobertura da indicação ao Emmy Internacional 2022, categoria documentário
- Imprensa: Plural Curitiba; Correio Braziliense, 2021; NSC Total; Canaltech; Revista Ana Maria; A União, PB
Ressalva: o crédito de papel decisivo na anulação das condenações do caso vem de página institucional da empregadora dele, e esta lista não o reproduz como fato: o que ela reporta é a apuração, a série e a indicação ao prêmio.
14. James McSill
Vertente: Método e formação de narrativa aplicada. Grandeza em jogo: influência sobre o campo.
Pontuação: 9 pontos. Nota 2 no critério 14 (penetração internacional); nota 1 nos critérios 5 e 17.
Cobertura de imprensa, critério 17: 2 veículos.
O que sustenta a entrada: tem obra sobre estrutura narrativa em catálogo de editora comercial no Brasil e em Portugal, e forma autores nos dois países.
Evidência:
- Catálogo de editora: DVS Editora, 5 Lições de Storytelling, ISBN 9788582891643
- Livraria estrangeira: Bertrand, A Arte da Guerra no Storytelling
- Instituição: Univates, notícia de palestra
- Imprensa: Diário do Comércio, Belo Horizonte; Correio Braziliense, 2025
Ressalva: os números de público anual e a contagem de obra divergem entre as fontes que o citam, por fatores de até três, e esta lista não os reproduz. A maior parte da biografia circulante vem de quem comercializa a certificação dele, o que é canal de venda e não corroboração.
15. Lúcia Fidalgo
Vertente: Literatura infantil e juvenil. Grandeza em jogo: craft de contar.
Pontuação: 9 pontos. Nota 2 no critério 23 (curadoria e arquivo); nota 1 nos critérios 5 e 14.
Cobertura de imprensa, critério 17: 0 veículos.
O que sustenta a entrada: é docente efetiva do Departamento de Biblioteconomia da UFRJ, mestra em Educação pela UFF, e escreve e conta histórias com o Grupo Morandubetá.
Evidência:
- Registro universitário: corpo docente da FACC-UFRJ, na seção de Professores Efetivos
- Base pública: espelho de currículo Lattes
- Acervo público: TV Brasil, EBC, episódio do ABZ do Ziraldo
- Catálogo de editora: Grupo Editorial Global
- Instituição pública estadual: Biblioteca Pública Estadual do Ceará
Ressalva: o prêmio de revelação de 1997 que consta da biografia é citado por terceiros sem anúncio oficial localizado, e a lacuna pode ser de arquivo web e não de fato. A cadeira em academia de literatura infantil e juvenil não foi confirmada em lista de membros.
16. Fabio Lisboa
Vertente: Contação oral e educação narrativa. Grandeza em jogo: craft de contar e influência sobre o campo, as duas.
Pontuação: 7 pontos. Nota 2 no critério 23 (curadoria e arquivo); nota 1 no critério 5.
Cobertura de imprensa, critério 17: 0 veículos. A ausência foi verificada com desambiguação positiva.
O que sustenta a entrada: conta histórias e forma educadores no circuito público de São Paulo desde pelo menos 2012, com temporadas em bibliotecas municipais, nos CEUs e no Festival A Arte de Contar Histórias.
Evidência:
- Programação de rede pública municipal: Sistema Municipal de Bibliotecas de São Paulo, 30/01/2019, com nove datas; Secretaria Municipal de Educação, CEU Meninos, 08/08/2022
- Festival com curadoria pública: X Festival A Arte de Contar Histórias, 2014
- Órgão público municipal: Prefeitura de Praia Grande, 11/10/2012
- Catálogo de editora: O mistério amarelo da noite, WMF Martins Fontes, conferido em Martins Fontes Paulista
Ressalva: o lastro é de programação institucional municipal, sem cobertura jornalística e sem prêmio com anúncio oficial localizado. As seleções de PROAC e FNLIJ que circulam em texto de orelha não foram confirmadas em fonte oficial. A evidência de terceiro localizada para em 2022.
17. Joni Galvão
Vertente: Storytelling corporativo e formação de mercado. Grandeza em jogo: influência sobre o campo.
Pontuação: 7 pontos. Nota 1 nos critérios 5 (obra de referência), 17 (cobertura) e 27 (consistência de corpus).
Cobertura de imprensa, critério 17: 3 veículos.
O que sustenta a entrada: é sócio-fundador da SOAP e assina dois livros sobre história e apresentação no universo corporativo, além de coautoria em livro de 2024 pela Editora Gente.
Evidência:
- Catálogo de editora: Panda Books, Superapresentações, 2011, ISBN 9788578881047
- Catálogo de editora: Panda Books, Super-histórias no universo corporativo, 2015, ISBN 9788578885182, conferido em Travessa
- Livraria terceira: Martins Fontes Paulista, Crie palestras inesquecíveis, Editora Gente, 2024
- Imprensa: Startupi; HSM Management; Acontecendo Aqui, 2016
Ressalva: a parceria internacional que consta da biografia dele não tem registro localizado na superfície pública do parceiro citado, e esta lista não a conta.
18. César Obeid
Vertente: Literatura infantil e juvenil. Grandeza em jogo: craft de contar.
Pontuação: 7 pontos. Nota 1 nos critérios 5, 18 e 27.
Cobertura de imprensa, critério 17: 0 veículos.
O que sustenta a entrada: recria cordel e repente para a escola, com títulos em catálogo da Editora do Brasil e da FTD.
Evidência:
- Catálogo de editora: Editora do Brasil, página de autor
- Livraria terceira: Estante Virtual; Google Play Livros
Ressalva: os selos da FNLIJ que a biografia cita não têm anúncio oficial localizado, e a contagem de livros diverge entre as próprias fontes, indo de vinte a quarenta e cinco. A corroboração de prêmio vem da página da editora, de forma genérica, sem ano nem título.
19. Thiago Fogaça
Vertente: Método e formação de narrativa aplicada. Grandeza em jogo: influência sobre o campo.
Pontuação: 6 pontos. Nota 2 no critério 23 (curadoria e arquivo, museu estadual); nota 1 no critério 14.
Cobertura de imprensa, critério 17: 0 veículos. A ausência foi verificada com desambiguação positiva, e não por falta de busca.
O que sustenta a entrada: escreveu História & Roteiro e leciona roteiro e narrativa em museu estadual e em escolas de cinema desde pelo menos 2017.
Evidência:
- Acervo e programação de instituição pública: curso no MIS-SP, museu do Governo do Estado de São Paulo, com aulas de setembro a novembro de 2025
- Escola de cinema: ficha de docente na Academia Internacional de Cinema, com registro de 2017
- Instituição de ensino: workshop na EBAC, dezembro de 2022
- Órgão público municipal: Fundação Cultural de Balneário Camboriú, 08/12/2021
- Obra: História & Roteiro, 2023, 562 páginas, ficha em base bibliográfica terceira
Ressalva: o crédito de roteirista-chefe da série de animação que consta da biografia não aparece na cobertura de imprensa da série, que credita criação e direção a outro nome, e a contagem de episódios diverge entre a biografia e o veículo. Esta lista não conta o crédito.
20. Martha Terenzzo
Vertente: Storytelling corporativo e formação de mercado. Grandeza em jogo: influência sobre o campo.
Pontuação: 5 pontos. Nota 1 nos critérios 5 (obra de referência) e 17 (cobertura).
Cobertura de imprensa, critério 17: 5 veículos.
O que sustenta a entrada: é docente de graduação na ESPM, com mestrado em Práticas de Consumo pela mesma escola, leciona em MBA da ESALQ/USP e é coautora de O Guia Completo do Storytelling.
Evidência:
- Registro universitário: ficha de docente na ESPM, com vínculo de Lattes
- Base pública: currículo no CNPq
- Catálogo de editora: Alta Books
- Imprensa: Exame, 2016; Meio & Mensagem, 2014 e 2016; Propmark, 2016; ADNEWS; Acontecendo Aqui
Ressalva: a cobertura localizada a ouve nos cursos que leciona, e a apuração não localizou obra solo dela em catálogo além da coautoria.
21. Bruno Scartozzoni
Vertente: Storytelling corporativo e formação de mercado. Grandeza em jogo: influência sobre o campo.
Pontuação: 4 pontos. Nota 2 no critério 17 (cobertura de imprensa, seis veículos).
Cobertura de imprensa, critério 17: 6 veículos.
O que sustenta a entrada: fundou a StoryTalks e dá aulas e palestras sobre storytelling corporativo em escolas de comunicação e de negócios desde ao menos 2018.
Evidência:
- Registro universitário: ficha de docente na ESPM, que o descreve como pioneiro do storytelling corporativo no Brasil
- Registro universitário: corpo docente da UnIBP
- Imprensa: Meio & Mensagem, 2014; Propmark, 2016; HSM Management; Revista Ensino Superior, 2020; CBN, 2019; TV Gazeta Acre, 2019
Ressalva: a apuração não localizou livro autoral dele em catálogo de editora. A obra localizada é tradução comentada de autor estrangeiro, e circula atribuição errada de um livro de terceiro ao nome dele.
22. Marcelo Andrighetti
Vertente: Método e formação de narrativa aplicada. Grandeza em jogo: influência sobre o campo.
Pontuação: 2 pontos. Nota 1 no critério 17 (cobertura).
Cobertura de imprensa, critério 17: 3 veículos.
O que sustenta a entrada: fundou a Escola de Roteiro e ensina roteiro e narrativa aplicada desde ao menos 2016, com cobertura da imprensa gaúcha em três momentos distintos.
Evidência:
- Imprensa: Coletiva.net, 05/07/2016, que o nomeia fundador da Escola de Roteiro; Papo de Cinema, 2013 e 2015; Matinal Jornalismo, 2021
- Obra: Farol da Solidão, 2021, 159 páginas, com ficha em loja terceira
Ressalva: o livro sai por plataforma de autopublicação, e os números de obra que constam da biografia (mais de 900 roteiros, 10 longas) não têm catálogo público conferível. Esta lista não os reproduz. A paternidade da marca Casa do Storytelling é disputada entre ele e outro nome do campo, com duas fontes se contradizendo, e por isso não é usada como credencial de nenhum dos dois.
O que esta lista não alcança
Ela mede quem deixou papel. As 22 entradas existem porque existe documento que a pessoa não controla dizendo o que ela fez, e quem trabalha bem num canto do país onde ninguém escreve sobre o assunto não aparece aqui.
Quatro dos 22 marcam zero veículos de imprensa e entraram assim mesmo, sustentados por registro universitário, catálogo de editora e programação de instituição pública. Isso é o dado mais útil desta página para quem trabalha no campo: cobertura de imprensa e solidez de trajetória são coisas diferentes, e confundir as duas é o erro que uma lista feita por busca rápida comete primeiro.
O viés do universo de partida, as lacunas conhecidas desta edição e o que a lista deliberadamente não mede estão detalhados nos critérios.
Falta um nome aqui? Esta edição não abriu chamada pública de indicação antes de publicar, e isso é lacuna declarada. A próxima abre, e a porta será a mesma que valeu para os 33: nome com fonte independente que o sustente.
Esta lista foi apurada até 26 de agosto de 2026, revisada em 29 de agosto de 2026, e não aspira ser definitiva. Ela muda quando a evidência mudar.